6.10.08

The Universal Declaration of Human Rights



"Sonho com o dia em que todos os homens levantar-se-ão e compreenderão, finalmente, que são feitos para viverem como irmãos." Martin Luther King Jr.

2.10.08

About a garden.



Last night I dreamt with Tessa, from my secret garden.
Today I mean to walk in a different path, full of green, wet because of the rain and full of inspiration. Also listen to sensitive songs and read provocative books.

... 'cause sooner or later you realize life is not absolutely worth if there is not something you would die for.

18.9.08

Estranhezas incategorizáveis.



Desabafo de um observador ultra longínquo estupefato.

Muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda ocidental desta galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido.
Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado insignificante, cujas formas de vida descendentes de primatas ainda acham que relógios digitais são uma grande idéia.
São uns primatas digamos, desenvolvidos (bem, isso é contestável), vivendo em função da movimentação de pequenos pedaços de papel colorido com números impressos.
Alguns bons, outros maus, alguns insignificantes, outros alheios, outros apenas outros.
Eles vivem se contradizendo. Perdem o bem estar de seus corpos em função desse tal papel colorido, e depois perdem ao menos a metade do que conquistaram pra lutar contra os efeitos colaterais da troca.
Os mais bem humorados e, diga-se de passagem, valorosos, procuram discursar eloquentemente acerca do que chamam de 'amor'.
Outros remediam suas angústias entorpecendo-se com substâncias ilícitas porém, a curto prazo, prazerosas.
Alguns buscam maximizar ao máximo (UOU!) o grau de perpetuação da espécie. Tá, a intenção primordial não é a perpetuação, eles basicamente buscam momentos catárticos por meio de seus genitais já que seus espíritos são, frequentemente, regrados e pouco motivadores.
Futilizam e deturpam o que de melhor lhes foi legado e, quando esgotam todas as peculiaridades e intimidades intrínsecas a seus anseios, reclamam do vazio preponderante em seus corações/espíritos/almas, seja lá como categorizam.
Uma pequena porção deles busca o auto conhecimento. Tentam fazê-lo por meio do esclarecimento. Estes são consideravelmente interessantes, mas seus percursos são absurdamente sangrentos.
E assim permanecem. Muitas pessoas pra muito pouco(?!) espaço, e muito espaço pra péssima utilização, pra detestáveis hábitos de (não)sustentação.
Eles desgastam seu ambiente como se soubessem exatamente como fixar seus desleixes. Esquecem-se do fato de não terem sido os criadores de organismos ou fontes primitivas com os quais dividem o espaço e, muito provavelmente, não vão saber fazer reexistir o que levaram à extinção.
Um número cada vez maior de pessoas acredita que foi um erro terrível descer das árvores. Algumas dizem que até mesmo subir nas árvores tinha sido uma péssima idéia, e que ninguém jamais deveria ter saído do mar.
E, então, numa quinta-feira, dois mil anos depois que um homem foi pregado num pedaço de madeira por ter dito que seria ótimo se as pessoas fossem legais umas com as outras, uma garota, sozinha numa pequena lanchonete em Rickmansworth, de repente compreendeu o que tinha dado errado todo esse tempo e finalmente descobriu como o mundo poderia se tornar um lugar bom e feliz. Desta vez estava tudo certo, ia funcionar e ninguém teria que ser pregado em coisa nenhuma.
Infelizmente, porém, antes que ela pudesse telefonar para alguém e contar sua descoberta, aconteceu uma catástrofe terrível e idiota, e a idéia perdeu-se para todo o sempre.

11.9.08

Teardrop.


Love, love is a verb
Love is a doing word
Feathers on my breath
Gentle impulsion
Shakes me makes me lighter
Feathers on my breath

Teardrop on the fire
Feathers on my breath


In the night of matter
Black flowers blossom
Feathers on my breath
Black flowers blossom
Feathers on my breath

Teardrop on the fire
Feathers on my breath


Water is my eye
Most faithful my love
Feathers on my breath
Teardrop on the fire of a confession
Feathers on my breath
Most faithful my love
Feathers on my breath

31.8.08

Haja tolerância!

Democracia também é isso ... tolerar gente tola, farofeira, que busca a qualquer custo desgastar a popularidade de atuantes públicos de partidos alheios.
Tive que rir ao abrir o internet explorer nesse domingo nublado e me deparar com essa chamada informativa: Oposição ameaça pedir impeachment do presidente Lula. (Agencia Estado, 31/08/08)
Além de pedir a demissão de toda a diretoria da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a oposição ameaça denunciar o presidente Luiz Inácio lula da Silva por crime de responsabilidade, abrindo caminho para um processo de impeachment por conta da escuta clandestina da agência nos telefones dos presidentes do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e do Congresso, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN).

É incrível a parcialidade das pessoas quando sujeitas à interesses particulares. É sempre a mesma história: buscar enxergar prioritariamente o erro alheio e maximiza-lo de maneira patética e sensacionalista, esquecendo os próprios vícios.
De forma alguma defendo a absolvição dos responsáveis pelas irregularidades em questão, já avaliadas como ofensa à constituição de direito, mas meu caro, daí a cogitar a possibilidade de impeachment de um presidente reeleito de maneira direta e clara, que mantém, em média, a aprovação pública de 60%, é muita ousadia pro meu bom senso.

Dias atrás li uma reportagem na Veja, à respeito do governo Lula. Admito que não levaria tão à sério os dados publicados caso a reportagem não fosse divulgada por um segmento de imprensa indiscutivelmente de Direita. Em suma, o motor da popularidade do presidente Lula é explicitado pelas seguintes confirmações:

FEV/04: 17,6 milhões de consumidores conseguiram quitar suas dívidas e deixar os cadastros de inadimplentes em 2003.

DEZ/04: Recorde de criação de empregos formais.

FEV/05: A indústria cresce 8,3% em 2004, o melhor desempenho desde 1986.

FEV/06: O dólar chega a 2,10 reais, o menor valor em cinco anos.

MAI/06: O salário mínimo teve crescimento real de 13%.

AGO/06: Pesquisa mostra que o consumo das classes D e E cresceu 11%.

JUN/07: Novas regras facilitam o acesso ao financiamento habitacional.

FEV/08: Recorde histórico de geração de empregos.

Não menos importante, vale ressaltar a vitória inédita contra os prejuízos da dívida externa. Neste ano, pela primeira vez na história o Brasil passou de devedor a credor externo. Na ponta do lápis, os créditos em moeda estrangeira do governo e das empresas brasileiras (reservas internacionais, depósitos bancários no exterior e empréstimo concedidos lá fora) superam a dívida externa em 4 bilhões de dólares.
Sim, o Brasil soluciona este fantasma pela porta da frente, sem calote e fica ainda mais próximo do chamado grau de investimento (investment grade), o selo de qualidade concedido às nações que têm baixíssimo risco de dar um calote na sua dívida.
“A primeira renegociação da dívida externa ocorreu ainda no Império, em 1829. Ao longo de sua história, o Brasil deixou de honrar seus compromissos externos outras seis vezes. A última delas – espera-se – foi em 1987, no governo de José Sarney, depois do fracasso do Plano Cruzado. Medidas extremas desse tipo são sempre traumáticas porque seus efeitos não se restringem ao mercado financeiro. Isolam as empresas e estigmatizam o país por longos períodos. É desse ciclo perverso, que afligiu o Brasil constantemente nas três últimas décadas que o país se vê livre. A importância dessa virada pode ser avaliada pelo fato de que, em meio à crise internacional provocada pelo estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos, a economia brasileira segue incólume. A cotação do dólar, em queda, rompeu a barreira de 1,70 real, algo que seria inimaginável em períodos de turbulências anteriores. Diz o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega: “O Brasil comprova solidez mesmo diante do cenário internacional de incertezas. Nunca havia ocorrido uma valorização cambial em meio a uma crise financeira dessa magnitude”. Antes, qualquer espirro em outro país era motivo para o Brasil pegar uma pneumonia.
É de se reconhecer, no entanto, que a virada histórica se deve, em primeiro lugar à implementação de políticas econômicas sensatas pelo governo anterior. O governo atual acertou ao mantê-las. Em especial, o tripé que dá estabilidade à economia, composto pelo regime de metas de inflação, pelos superávits primários das contas públicas e pelo câmbio flutuante. São esses os três elementos que asseguram previsibilidade e confiabilidade à economia. Graças a eles, projetos de investimentos foram desengavetados e o país passou a crescer mais rapidamente. Ao mesmo tempo, o Brasil contou com uma mãozinha da conjuntura internacional. O forte crescimento mundial impulsionou o comércio, favorecendo o preço de produtos básicos (ou commodities) exportados pelo país. Tome-se o exemplo do minério de ferro vendido pela Vale. Na semana passada, a empresa anunciou que conseguiu reajustar o preço do produto em até 71%. Só esse aumento propiciará uma injeção adicional de cerca de 10 bilhões de dólares no país. Nos três últimos anos, o Brasil acumulou um superávit superior a 120 bilhões de dólares na sua balança comercial. Somem-se a isso os investimentos feitos pelos estrangeiros, no mercado financeiro e no setor produtivo, e chega-se a uma montanha de 150 bilhões de dólares que aqui ingressaram entre 2003 e 2007. Foi essa enxurrada inédita de moeda forte que possibilitou o acúmulo de reservas internacionais pelo Banco Central. Essas reservas, que funcionam como uma poupança em bancos internacionais, subiram de 16,3 bilhões de dólares, no fim de 2002, para mais de 188 bilhões de dólares hoje.” (Veja 27/02/08)

Admiro que a retórica freqüentemente insensata de Lula não me agrada. Da mesma forma, escândalos governamentais cada vez mais ousados me enojam. Também não fujo da realidade: nossa nação está longe do Ideal. Contudo, antes de levantar a voz e demandar medidas extremas contra um presidente, vale a pena uma coletânea de dados, uma conscientização ao menos básica e uma checada, por desencargo de consciência, no próprio umbigo.

29.8.08

Dá-lhe Aristóteles.


Caráter é aquilo que mostra a escolha numa situação dúbia: aceitação ou recusa; por isso carecem de caráter as palavras quando nelas não há absolutamente nada que o intérprete aceite ou recuse.
Quando não há ações, o caráter não é revelado pois, neste caso há somente idéias. A partir do momento em que um personagem age conforme uma escolha, ele revela caráter. Quando ele simplesmente tem idéias à respeito de um fato, não há como presumir caráter pois não houve “consolidação” do mesmo.

26.8.08

Estrangeirismo


Há uma semana finalizamos um trabalho sobre Estrangeirismo, requisitado pela nossa orientadora de Linguística.
Inicialmente achei que ia virar baderna, assumo.
"Caramba, tem assuntos bem mais complexos e indispensáveis implorando atenção!" pensei comigo.
Mas confesso que após o o desenvolvimento da pesquisa, diversas vezes me vi em contradição.
Em termos gerais, o termo Estrangeirismo compreende-se pelo empréstimo de palavras, expressões e construções gramaticais provenientes de outras línguas, que não a nativa do país em questão.
Esse recurso linguístico é visivelmente influente em nossa sociedade, visto que imperceptivelmente fazemos uso constante do mesmo (profissionais de tradução então, nem se fala!). Basta ler um artigo, conversar com algum colega de trabalho, assistir a televisão, ouvir uma locução na rádio ou simplesmente sair de casa e olhar ao redor para depararmos com exemplos de estrangeirismos.
São várias as adoções de termos estrangeiros realizadas pela nossa língua. Dentre as várias - do Italiano: pizza, do Francês: mousse, menu, do Alemão: chopp, do Árabe: bazar, do Hebraico: amém, do Inglês: feed back, e-mail, download -.
Existe, contudo, estrangeirismos pouco conhecidos pela população, um exemplo característico é o estrangeirismo sintático, que trata-se de construções provenientes de línguas estrangeiras. A antecipação de um adjetivo a um substantivo, por exemplo, é influência inglesa: "Bonito rapaz" em vez de "Rapaz bonito".
É de se esperar que diferentes estudiosos da gramática ou mesmo indivíduos observadores da língua tenham opiniões contrárias quanto aos benefícios ou prejuízos gerados pela utilização de tal recurso. Alguns o enxergam como uma opção enriquecedora e benéfica à comunicação entre os membros de uma sociedade, para outros, recorrer ao estrangeirismo como medida de compensação pela falta de equivalência de termos em Português é indevido e pode acarretar inúmeros prejuízos tanto à sociedade em geral, quanto à língua materna.
De um lado os defensores. Eles alegam que o empréstimo linguístico revigora e enriquece a língua, supre as necessidades que surgem com a globalização, pois o seu uso correto e adequado deixa o texto ainda mais claro e objetivo. Termos ou expressões ainda inexistentes na língua nativa podem ser adequados à necessidade de utilização, expandindo o vocabulário e facilitando a comunicação entre os falantes de um idioma.
Do outro lado há os que criticam a interferência do estrangeirismo em nossa língua e cultura. Segundo estes, o uso exagerado do empréstimo provoca a desvalorização da Língua Portuguesa, símbolo do patrimônio histórico Brasileiro. A comunidade, ressaltam os críticos, inúmeras vezes, faz uso de estrangeirismos sem necessidade, e essa influência desmedida tende a provocar desvalorização da Língua Portuguesa.

Esse termo "patrimônio histórico" me traz lembranças um tanto quanto ... perturbadoras. Só uma pausa pra eu contar!
Neste segundo Bi eu estava frequentando um grupo de discussões sobre tópicos de abrangência nacional... Brasil como tema central.
Uma das discussões foi a respeito de patrimônio cultural, uns textos bem viajados mas até que frutíferos.
Discussão vai discussão vem, um professor de história solta uma bem assim:
  - Galera, NA REAL! É muito complicado falar sobre. Pra iniciar a reflexão, imaginem as consequências da destruição do muro das Lamentações para os Judeus. Vocês são capazes de imaginar os 'efeitos colaterais' de tal acontecimento? ... pois bem, agora imaginem um atentado terrorista contra o Planalto Central. O que vocês me dizem?
... Ninguém se conteve, o riso foi geral.
Engraçado - se não fosse TRÁGICO!

Pois bem, voltando ao que interessa, há quase dez anos, o deputado Aldo Rebelo (PC do B -SP) criou uma lei que tentaria reduzir o estrangeirismo na mídia, abrangendo os meios de comunicação, a publicidade, embalagens de produtos e outros tipos de expressão. O projeto de lei foi aprovado mas não chegou a ser sancionado, e uma das principais indagações quanto à discussão permaneceu: de que maneira, em perspectiva nacional, haveria a fiscalização e como ocorreria a punição daqueles que se mantivessem recorrentes ao estrangeirismo? COMO fiscalizar o vocabulário de cada indivíduo em suas diversas tarefas rotineiras?
É fato: o estrangeirismo é um recurso linguístico importante da Língua Portuguesa, sua utilização, quando empregada de maneira correta e consciente, tende a enriquecer o vocabulário, expandir nossas variedades expressivas e a tornar mais clara e profunda a troca de idéias entre membros da sociedade. Todavia, não são desprezíveis as questões levantadas pelos indivíduos contrários à tal recurso.
A língua portuguesa abrange um vocabulário rico, preciso e, em diversas circunstâncias não se justifica o emprego de estrangeirismos, principalmente em estabelecimentos comerciais, como: "Welcome", "x% OFF", "SALE". Temos equivalentes perfeitos na língua portuguesa, contudo, nada mais justo que recorrermos ao nosso próprio léxico.
Em outras circunstâncias, talvez por veiculação da própria mídia, não nos sentimos confortáveis em traduzir a palavra emprestada por sua equivalente portuguesa, como no caso de "site" (sítio, em Portugal), "internet", "mouse", "outdoor".
Seria estranho ouvir alguém dizer: "preciso trocar o rato do meu computador, está muito velho!". Nesses casos, não há como negar que o empréstimo facilitaria a comunicação.
Em suma, o estrangeirismo situa-se num universo complexo denominado Língua Portuguesa, onde a contradição concretiza-se ora definindo-o como um recurso importante da gramática, ora caracterizando-o como ameaça ao nosso idioma nativo.
Creio que a necessidade quanto ao uso deste recurso é inegável, porém, cedo e admito(mesmo que com culpa no cartório): deveríamos buscar ponderar sua utilização, evitando recorrências desnecessárias e abusos que suprimem nossas palavras, "filhas legítimas" da Língua Portuguesa - principal propulsora de identificação entre cidadãos.